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Acessibilidade

Referência cultural

A casa que nos mostrou por que o cordel precisa ser preservado.

Durante nossa pesquisa, a Lira Nordestina — em Juazeiro do Norte, ligada à URCA (Universidade Regional do Cariri) — foi uma das referências que nos ajudou a entender a importância do cordel como patrimônio vivo. Ver as prensas originais ainda em uso, os folhetos produzidos à mão e a memória guardada naquele espaço confirmou nossa escolha: o cordel físico tinha que ser o centro da nossa solução.

Fachada da Lira Nordestina — URCA, Juazeiro do Norte
Lira Nordestina · URCA · Juazeiro do Norte
Prensa tipográfica original da Lira Nordestina ainda em funcionamento
Prensa tipográfica original — ainda em uso

Quem nos ajudou

Parceiros que tornaram o RITMO mais completo.

Duas instituições contribuíram diretamente com o projeto — uma validando a proposta cultural, outra garantindo a acessibilidade.

Equipe na Academia Cearense de Letras
Academia Cearense de Letras

Academia Cearense de Letras

Conversamos com membros da Academia para entender a importância do cordel como patrimônio cultural e validar nossa proposta de levar o folheto a novos públicos.

Visita ao Instituto dos Cegos do Ceará
Instituto dos Cegos do Ceará

Instituto dos Cegos do Ceará

Visitamos o Instituto para testar a experiência do RITMO com pessoas com deficiência visual — o que nos levou a incluir instruções em áudio, QR Code com narração e identificação em Braille nos folhetos.

O problema

O cordel continua vivo.
Mas precisa encontrar as novas gerações.

O cordel é uma das mais ricas expressões culturais do Brasil — e ainda assim, a maioria dos jovens nunca segurou um folheto. Fizemos uma pesquisa com 180 pessoas para entender esse cenário.

180

pessoas participaram da nossa pesquisa de campo

28

apenas 28 afirmaram já ter lido um cordel na vida

84%

nunca tiveram contato real com um folheto de cordel

+60

a maioria dos leitores estava nas gerações mais velhas

Quem leu × quem nunca leu

Os mais velhos leram. Os mais jovens nunca viram um folheto.

Quase todos os 28 que já tiveram contato com o cordel têm mais de 40 anos. Entre os jovens, o cordel é praticamente desconhecido — e foi isso que nos motivou a criar o RITMO.

Até 20 anos 3 leram
20 – 40 anos poucos leram
40 – 60 anos boa parte dos 28
Acima de 60 quase todos leram
Tiveram contato (28) Nunca tiveram contato (152)

Por que uma vending machine?

Pegamos a máquina mais comum do mundo — e ensinamos ela a escutar.

Todo mundo conhece o gesto: aproximar-se, escolher, receber. No RITMO, a ordem se inverte — quem fala primeiro é o seu coração. A máquina lê a batida e escolhe a história. Em vez de refrigerante, poesia. Em vez de consumo, encontro.

Como funciona

Quatro passos entre o coração e a história.

Da aproximação à bandeja, em segundos.

👋

Aproximação

O sensor ultrassônico percebe a presença da pessoa e inicia a experiência com orientações na tela e em áudio.

❤️

Leitura do coração

A pessoa coloca o dedo no sensor cardíaco. O sistema faz várias leituras, descarta valores instáveis e calcula a média.

🧠

Decisão autônoma

Com base no ritmo, o RITMO escolhe entre duas categorias: histórias calmas e acolhedoras ou motivacionais.

📜

Entrega do cordel

O servomotor gira a espiral e libera um cordel físico na bandeja — com autoria, xilogravura, Braille e QR Code com áudio.

O robô

Do RITMO 1.0 ao 2.0: construído, testado e reconstruído.

Do RITMO 1.0 aprendemos onde o papel prendia e o que precisava mudar. No 2.0, reposicionamos componentes, reforçamos a estrutura e melhoramos o sistema de entrega.

  • CérebroRaspberry Pi 3 rodando programa em Python
  • InterfaceTela de 7 polegadas + alto-falantes com instruções faladas
  • SensoresUltrassônico (presença) e cardíaco óptico por fotopletismografia
  • EntregaDois servomotores + duas espirais + bandeja de saída
  • EstruturaPolicarbonato, hastes de alumínio e peças impressas em 3D
Python Raspberry Pi 3 Impressão 3D Servomotores Sensor cardíaco Ultrassônico

Resultados dos testes

O RITMO não foi apenas imaginado.
Foi testado, corrigido e aperfeiçoado.

Cada falha nos ajudou a entender melhor o robô — e os números mostram a evolução.

94%

de acerto na entrega após os ajustes: 47 de 50 entregas corretas (antes eram 32 de 50)

28/30

participantes seguiram as instruções corretamente na experiência de uso

25

pessoas iniciaram a leitura do cordel logo após recebê-lo

18

acessaram a versão em áudio pelo QR Code do folheto

Pesquisa ao vivo

Você tem contato com a literatura de cordel?

2 perguntas · menos de 1 minuto · anônimo. Veja o retrato se formar na hora.

Responder a pesquisa ♥

Acessibilidade

Para quem chega de qualquer jeito.

Conversamos com a Academia Cearense de Letras e o Instituto de Cegos do Ceará para garantir que o RITMO não dependa da visão.

🔊
Instruções faladas

A máquina orienta toda a experiência por áudio.

📱
QR Code com áudio

Versão narrada do cordel acessível pelo celular.

✍️
Autoria preservada

Folhetos com xilogravura e autoria em destaque.

A equipe

ALL MIGHT KIDS

Estudantes da Escola SESI SENAI Parangaba, Fortaleza. Cada um tem uma função principal — mas pesquisamos, construímos e decidimos juntos.

Equipe ALL MIGHT KIDS apresentando no estande da final internacional da WRO
ALL MIGHT KIDS em ação: apresentando para o mundo na World Robot Olympiad
Thales desenhando o storyboard da experiência do usuário

Thales de Sousa Silva

Pesquisador & Designer

Pesquisa sobre literatura de cordel, planejamento visual, documentação, organização dos conteúdos e experiência do usuário.

Miguel conectando os fios do Raspberry Pi

Miguel Mota Melo Salviano

Engenheiro & Programador

Montagem do robô, integração dos componentes, programação em Python e testes do mecanismo de entrega.